quarta-feira, outubro 04, 2006

Boa tarde pessoal, faz tempo que não passo por aqui, né?

Não é segredo para ninguém que a educação brasileira deixa muito a desejar, não só em relação a países ricos, mas também estamos anos-luz atrás de países "emergentes", como China, Índia e Coréia do Sul.

Bom, se nossa educação fosse excepcional provavelmente as Células de Estudo nem teriam a sua razão de ser.

Mas o que eu quero comentar aqui é que a questão é mais crítica do muitas vezes imaginamos, pois o problema de educação básica do brasileiro o torna menos competivivo no mercado de trabalho globalizado, gerando uma situação muito comum hoje em dia: muitos postos de emprego que não conseguem ser preenchidos e muitas pessoas desempregadas que não tem formação suficiente para preencher as vagas citadas. E essa falta de competitividade afeta diretamente o resultado das empresas, que tem menos condições de enfrentar o mercado mundial, gerando déficit na balança comercial, o que diminui o incentivo para novos investidores, o que evita geração de emprego, o que...

Bom, acho que já deu para notar o tamanho da bola de neve, do círculo vicioso que se torna a péssima educação dada aos nossos jovens, né?

Não vou ficar discorrendo muito sobre esse assunto, afinal é justamente sobre isso que a revista Exame abordou em uma matéria recente que pode ser lida aqui e aqui. Vou deixar por conta da publicação os detalhes dos impactos gerados pela política educacional adotada em nosso querido país.

Abraços e até a próxima.

P.S.: Não se esqueça de deixar os seus comentários sobre o assunto e, se tiver um tempinho, de visitar o meu outro blog, o Piada Pronta.

3 comentários:

Andréia Toledo disse...

Li a reportagem da revista Exame, e confesso quer fiquei um pouco decepcionada com a matéria, de maneira nenhuma anulo seu conteúdo, mas entendi que a preocupação das empresas com a questão da educação é formar "mão de obra qualificada" ... e somente isso, uma verdadeira educação, que na minha opinião é aquela que forma um ser independente e crítico, como diz Paulo Freire "agente de transformação da realidade" pouco importa.
Precisamos de gente pra trabalhar em nossas empresas, pagando salários de 'nada' e exigindo conteúdo técnico ...por favor ....
O exemplo mais claro disso é a empresa chamada "Atento" ...com milhares de processos no Ministério Público por não respeitar o direito do trabalhador, fora o salário vergonhoso que pagam.
Como disse no início não quero invalidar a reportagem, até penso ser bem pertinente, só quero atentar para o fato de não limitarmos a educação como algo comercial, apesar dela já ser comercializada como um produto qualquer .....
Sou daquelas que acredita na educação como algo muito maior que isso.....

Andréia Toledo

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
(Educação na Cidade, 1991.)

Alessandro Almeida disse...

Olá Andréia!

Primeiramente quero agradecer seu comentário... É muito bom saber que você acompanha nosso BLOG. =)

Concordo plenamente com você! Inclusive, como você já sabe, o propósito do projeto Células de Estudo é promover a evolução cultural dos participantes, dessa forma teremos pessoas críticas e "libertas" através do conhecimento.

Mas não devemos esquecer que a revista Exame é focada em negócios, e a reportagem está alinhada com isso.

Com certeza temos muitas empresas com uma postura semelhante a da Atento (infelizmente), mas é fato que com uma boa educação muito mais pessoas poderão concorrer e atuar nas várias ótimas vagas que ficam em aberto por não termos pessoal qualificado, onde as empresas acabam trazendo pessoas de fora para preenchê-las.

É dessa forma que interpretamos o atigo.

Muito obrigado.

Um abraço,
Alessandro.

Anônimo disse...

Ola Alesandro, gostaria muito de ouvir e ver uma palestra sua. Quando é que vem a Brasilia?

Dei uma lida nos slides sobre mpsBr e gostei muito.

Wesia@bol.com.br